29 setembro 2005

Bobos

Sempre existiu gente boba
nos cantos dos pensamentos
quando antes de dormir eu ouvia risos.

Sempre existiu quem colocasse o nariz de palhaço
fingindo dizer não-verdades
para eu sonhar com fábulas.

Ora, ora...
o mundo bóia
em babas de risos escalafobéticos
porque descobriram como amansar os homens:
pingar adoçante nos olhos do mundo.

24 setembro 2005

quando o mundo diz


"...É Díficil saber se vivemos uma realidade ou um sonho"


Não apareça
para esconder da sua sombra
ondas que vêm de trás.

pausa para a imaginação: "Tudo que não invento é falso"


é melhor existir pausa para "o real"

é melhor existir poltronas largas para o sonho;

16 setembro 2005

Dedos

Olha minhas doces mãos
para ver se sobra...
um pouco dos dedais que minha mãe usa para costurar.

Olhou?
não sobrou?
É porque eu os perdi
e as agulhas espetam os dedos.

Sim, na verdade, dói um pouco
porque fazer uma colcha não é nada fácil você sabia?

Colchas com pano de chita!
Os dedos, as agulhas e os panos
fazendo ludmila.

05 setembro 2005

palavras dorminhocas

As palavras deitaram
foram colocadas para dormir
porque lá fora, elas tomaram sentidos
no movimento das coisas

Mas elas correm, nas mentes de homens fortes
porque fazem de miúdezas, inacreditáveis salvações

Quando estarei forte?
Em ações ou em choros trazidos de arte?
as palavras fazem chorar em ditas dores
deslumbradas diante de aureas mágicas
com o grande movimento das coisas.



02 setembro 2005

"Desilusão...
desilusão...
danço eu, dança você
na dança da solidão"