“Onde estavas lugar?”
Arnaldo Antunes
Sujeita está a parede, colocada para apertar lugares.
Ser sujeito é apertar meus lugares.
Então me prova
Como se faz sujeito que ama
Sujeito-passarinho
Sujeito-tomando sol
Sujeito todo provedor.
E ao me apertar (em sujeitando)
ensina
a estar em lugaresLugares cheios de mundo.
30 outubro 2006
15 outubro 2006
Manoelzinho me dá a mão.
Descabe no teto do céu
O delírio
E nele
O chão não sustenta dor nenhuma
Nem perna de gente que abraça deus, sustenta.
Porque não cabe delírio em chão de céu.
Nem em céu.
Cabe delírio
no início de caminho
em semente de feijão
em rio que entorta
em criação de algodão.
O delírio
E nele
O chão não sustenta dor nenhuma
Nem perna de gente que abraça deus, sustenta.
Porque não cabe delírio em chão de céu.
Nem em céu.
Cabe delírio
no início de caminho
em semente de feijão
em rio que entorta
em criação de algodão.
06 outubro 2006
Lembra do universo?
Coralina disse certa vez, em dia de sol forte, que sua mãe tinha ido para o espaço.
Ela tomou mistura de atmosfera
para procurar limite.
E a gente aqui, inventando limite.
Ela tomou mistura de atmosfera
para procurar limite.
E a gente aqui, inventando limite.
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