Longe é um lugar que não se pega.
E o tempo faz com que tudo se transforme em formas de outra vida,fazendo do longe,tarde demais.
Vamos desumanizar os homens!
Para que não exista longe ou perto. Para que o desejo de pegar o tempo não exista. Para que não aja saudade, já que não se espera nada.
Nem a sensação do perto,nem a lembrança do longe.Nem a forma de expressar os dois.
Os limites vão se transformando em fronteiras. Aí a gente vai ter a permissão de passar, de qualquer forma, em qualquer forma.
Abre-se espaço então para o lagartendo, arvorizando, passarinhando,panelando,solarizando...
Pintando na linguagem do tempo, gerundiando.
Como uma resposta positiva ao acaso, dizendo: Vem cá, agora a vez é toda sua!
O acaso diz que o espaço do sofá não é todo dele, e para que os homens passariem, lagarteiem,panelizem... é verdadeiramente necessário que tenha espaço no sofá para o conhecimento.
O acaso usa o conhecimento estratégicamente, para que todos os homens solarizem.
Vai haver um tempo,então, que o tempo vai deixar o seu papel estratégico.
Quando o homem não limitar-se a carne. Quando o corpo não exigir comida.
Assim, ele vai poder esquecer seu corpo e arvorizar.