"Eu não moro mais em mim"
Eu moro em janelas que se atrapalham por postes.
No poema crescendo,
eu moro em tons que crescem.
Me estranho na casa de outros lugares,
eu moro nos outros.
Eu moro nas pontes,
nas crises das pontes.
Por isso,
por mim,
por causa das pontes, eu moro em abraços.
A casa é lugar inusitado pra se morar,
não desmonta.