20 maio 2007

A labuta que exila a poesia.

Meu amor entenda,

suas mãos vão tornando-se gelo
na labuta desta vida que gente bonita transforma em poesia.

Nada de falta de tempo
diz
sobre o que destempera corações vívidos.

Precisa aprender
que da labuta a gente não tira só sacrifício
e que tempo de amor pode ser
problema de imemórias.

Óh, meu querido!
Não culpe sua labuta
por falta de tempo para se tornar doce.

Não culpe o trabalho que endurece
e faz dizer essas coisas tão tristes.

Já que resistir é um horizonte
não esqueça nunca
que da vida, a gente tira um monte.

10 maio 2007

Estéril dia da vinda de uma profissão.

"Andar é reconhecer"
Amarante

Perguntava se em transição a gente fica estéril por causa do medo.
E o novo arrebentava com o lugar na vida. Vira deslugar todo o tempo.

E é estranho quando o empurrão vem de fora.

Quando vem de dentro, a gente se prepara. Coloca os pés para o alto, prepara o café com leite e espera, só espera dizer ao mundo o que os sentidos proferiram em espírito.
E até dá para apostar no que vem em seguida, sente mas não entende que qualquer rompante está chegando.

Assim como estação que abraça as coisas.

Mas daí pensar que um projeto feito há tanto tempo chega ao seu fim agora. E aí de novo, julgam o seu ser como fosse o único!!! Quanta injustiça.
Quanto afeto que vem de fora. Quão pouco eu sou de dentro.


É, você anda virando uma tal de historiadora.

E agora? Eu sei?