16 abril 2009

De Ariana, de Dionísio, para Hilda


Tomada de devoção de um 
resignado, maltrapilho amor
sendo poeira, sendo nada. 

abraçando a voz sozinha
que se agarra no que é só um possível
cercada de olhos que julgam desumano 
amar tanto.

quando o amor compartilhado
neste mundo
é herói de um equilíbrio
de um viver exato
primoroso.


mas a coragem de uma fusão amorosa
que não espera, 
não se alimenta  do que se corresponde
só vontade 
só é vontade.


que a poeta fez caber
no que não se cabe.





"É uma espécie de exercício do não-dizer, mas que nos dilata de beleza quando acabamos de ler um poema." (Hilda Hilst)

3 comentários:

O empírico disse...

Menina, Hilda Hist te fez bem mesmo, hein...

(Sempre empolgado com os passos dessa menina com as letras)

fabiano Silmes disse...

Bravo!!Bravíssimo!!Um poema realmente escrito com P maiúsculo!!!

Abraços,EVOÉ!!

João Tibau Campos disse...

taí.. gostei!